não se reprima.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

A era.

Estamos na era do fast-food e da digestão lenta, do homem grande de caráter pequeno, lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'. Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Você tem uma coisa nas mãos agora.

- Você tem um cigarro?
- Eu estou tentando parar de fumar.
- Eu também. Mas, eu queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos agora.
- Eu?
- Eu.

(Caio F. Abreu)

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sempre assim.

Na hora de cantar todo mundo enche o peito nas boates, nos bares, levanta os braços, sorri e dispara: ‘eu sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também’. No entanto, passado o efeito do uísque com energético e dos beijos descompromissados, os adeptos da geração ‘tribalista’ se dirigem aos consultórios terapêuticos, ou alugam os ouvidos do amigo mais próximo e reclamam de solidão, ausência de interesse das pessoas, descaso e rejeição. A maioria não quer ser de ninguém, mas quer que alguém seja seu. Não dá, infelizmente, para ficar somente com a cereja do bolo - beijar de língua, namorar e não ser de ninguém. Para comer a cereja é preciso comer o bolo todo e nele, os ingredientes vão além do descompromisso, como: não receber o famoso telefonema no dia seguinte, não saber se está namorando mesmo depois de sair um mês com a mesma pessoa, não se importar se o outro estiver beijando outra, etc, etc, etc. Desconhece a delícia de assistir um filme debaixo das cobertas num dia chuvoso comendo pipoca com chocolate quente, o prazer de dormir junto abraçado, roçando os pés sob as cobertas e a troca de cumplicidade, carinho e amor. Namorar é algo que vai muito além das cobranças. É cuidar do outro e ser cuidado por ele, é telefonar só para dizer bom dia, ter uma boa companhia para ir ao cinema de mãos dadas, transar por amor, ter alguém para fazer e receber cafuné, um colo para chorar, uma mão para enxugar lágrimas, enfim, é ter ‘alguém para amar’. Somos livres para optarmos! E ser livre não é beijar na boca e não ser de ninguém. É ter coragem, ser autêntico e se permitir viver um sentimento.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Acredito em tudo, porque convicção é a nossa força.

Eu ainda acredito em fadas, em criaturas estranhas, em pessoas invisíveis ao meu redor. Continuo a acreditar em animais falantes, e tudo que as pessoas julgam que não é real. Continuo a acreditar em sonhos, também os que normalmente não podem ser atingidos. Eu ainda acredito nas coisas bonitas e de beleza que não quer algo em troca. Eu ainda acredito na esperança, e eu continuo a acreditar no destino. Acredito que se algo tem de acontecer, vai acontecer de qualquer forma. Eu ainda acredito em momentos felizes, que raramente aparecem. E continuo a acreditar que o tempo vai consertar as coisas.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Altos e baixos.

Quando tudo está dando errado, e as coisas estão um pouco estranhas, agora faz tanto tempo que você até esqueceu como sorrir. E acima de você o céu está limpo, mas ainda parece chover em você. E todos os seus únicos amigos têm coisas melhores para fazer. Quando você estiver pra baixo e perdido no caminho, apenas fale pra você mesmo: 'eu vou, eu vou ficar bem', foi isso que eu fiz.

terça-feira, 22 de junho de 2010

E agora sim,.. importa!

Amores vão e vem , e quando eles vem sempre nos balançam mais forte que o ultimo. E aí que achamos que será diferente, que seu dia não ira ter sol porque não o viu. Bem, é um circulo vicioso que se repete. Agora eu gostaria verdadeiramente que não fosse - como no último - mas não importa realmente. Porque vou errar nesse mais que no outro, e sei que estarei feliz. Pois a felicidade desse momento com você é insubstiuivel pra mim, agora.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Inteligência mutua.

É engraçado como a maioria dos grandes romances acabam. Como em Romeu e Julieta, ou Titanic. E o que parecia ser pra sempre, durou menos tempo do que se previa. O que era realmente muito intenso, ficou apenas na memória de alguém. Ou então, no caso de Shakespeare, de ninguém. Pode restar a dor, e a saudade por alguma parte. Estamos sempre idealizando alguém, ou um romance, que não existe. Ser racional não é preferível a entregar seu coração pronto pra alguém poder acariciá - lo ou despedaçá - lo a qualquer momento? Qual o propósito disso tudo afinal? O fato é de que, ainda que fomos, somos ou vamos ser machucados, não muda nada. Porque afinal, a entrega é muito melhor que a recusa. E aquela coisa de felizes para sempre? Caso você ainda não tenha entendido, isso provavelmente não existe. Mas se você for inteligente o suficiente, vai conseguir fazer e ser fazer feliz ao lado de alguém, até o dia em que essa felicidade puder durar. E se for mais ainda, vai prolongar essa felicidade até seu último dia.